quinta-feira, 11 de julho de 2013

JUDÔ – arte marcial do caminho suave

Volpone de Souza










A arte marcial surge num período em que os homens, os povos precisavam sobreviver e tinham de utilizar o corpo como escudo e arma para se defender. Muitas sociedades criaram sua arte marcial, a arte da guerra, uma luta que visava imobilizar e matar seu oponente. Era uma necessidade da época, mais precisamente na Antiguidade. Com o passar do tempo, armas poderosas foram criadas tornando a arte marcial inútil contra um canhão. Porém muitos mestres aperfeiçoaram a arte marcial tornando-a esporte, esporte de competição, defesa pessoal, estilo  e filosofia de vida, enfim, a arte marcial deixou de ser uma arte de guerra, e passou a ser um esporte, homenageando deuses, como Marte – dependendo da cultura.
Jigoro Kano, nascido no Japão do século XIX, preocupado com a violência entre jovens praticantes de artes marciais, estudou várias técnicas de ju-jitsu, retirando golpes muito agressivos, aplicando conhecimento científico de física, anatomia, biologia, entre outras ciências, criou o judô e conseguiu inseri-la no currículo das escolas do Japão. Com isso Kano criou uma arte marcial capaz de integrar seus praticantes, educar e disciplinar, fortalecer músculos, desenvolver a coordenação motora, desenvolver a inteligência, lapidar o caráter, elevar a auto-estima, proporcionar a superação de desafios, purificar a alma e estabelecer a harmonia entre corpo-mente-espírito, um esporte, um estilo de vida, uma filosofia.
O judô foi estudado por muitos especialistas, entre eles, da Unicamp que concluíram que a prática do judô melhora o desempenho das crianças na escola, pois desenvolve a inteligência estimulando vários hemisférios do cérebro. O judoca tem que estudar, pensar, refletir, meditar, isso tudo beneficia o corpo, a mente e o espírito do praticante do judô.
O praticante de judô aprende a respeitar uma hierarquia, os mais velhos, os mais graduados, seus semelhantes e os menos graduados. Aprende a refletir antes de agir, controla seus impulsos, sua ansiedade, o medo, a fraqueza. Aprende a superar suas dificuldades tornando-se mais forte, determinado, seguro, confiante, correto, justo.
Por mais frágil que pareça, um judoca pode surpreender com sua técnica, pois aprende a utilizar a força e o tamanho do adversário a seu favor.
A pratica do judô não exige força, idade, corpo atlético, basta querer praticar e sua dedicação o levará a resultados positivos respeitando as limitações de cada atleta.

Cada queda, cada lesão, cada dificuldade, cada decepção, leva o judoca a refletir. A reflexão leva a superação. A superação transforma o judoca num super ser humano, capaz de refletir, agir com sabedoria, honra e dignidade, não se acovardar diante as dificuldades e sempre buscar a superação aos desafios que a vida impõe.

Judô em Bragança Paulista

Darlon Assis e Volpone de Souza


 A Federação Paulista de Judô realizou no último sábado, 15, em Amparo, o Campeonato Paulista de Kata e o Campeonato Paulista Grand Masters, com a participação recorde de 370 atletas da classe Grand Masters e 93 duplas para apresentações de Kata. Darlon Assis e Volpone de Souza que representaram o C.R.B. O Clube de Regatas Bandeirantes de Bragança Paulista, participou do Campeonato de Nague no Kata, que significa “formas de projeção”, composto por 15 golpes aplicadas de ambos os lados. Segundo os participantes bragantinos “é no Kata que está a alma do Judô (caminho suave), e é nele que essa arte se completa e perpetua”. Darlon Assis e Volpone de Souza (foto), judocas que representaram o clube, ficaram na 8ª posição no Campeonato Paulista.